domingo, 11 de janeiro de 2026

Moça no trem

 Concentrada em seus traços

Vislumbrando o seu olhar

A amargura e o seu cansaço projeto no vidro ao seu lado

Eu acompanho e não entendo, mas continuo sem expectativa de compreensão

Não sei o que procuras, nem ao menos o seu destino

Ainda vives ou apenaa reside em meu registro?

 Não sei o que está pretes a acontecer ou o porquê de me sentir assim.

Não lembro do inicio dos anos ateriores, nem se o calor queimava em brasas assim

Eu não consigo me lembrar, é como se surto tivesse se alastrado por aqui

E  sim estou certa daquele seu olhar caloroso e dos afetos entregues a mim

Mas mesmo que eu insistisse em te explicar,

você não saberia,

você não saberia,

você não saberia o que partiu

Quem eu deixei para trás

Ainda que fadado a enternidade nunca conhecerá quem um dia esteve aqui