Os que escutam talvez não imaginem o privilégio que possuem.
Eu não consigo escutar, não consigo entender o que o professor está dizendo.
Os que escutam talvez não imaginem o privilégio que possuem.
Eu não consigo escutar, não consigo entender o que o professor está dizendo.
E naquele momento vi sob o morro um glacê branco de algodão.
“Tão doce”, supôs a minha voz.
– Ah, como as nuvens estão tão baixinhas, nem parece tão distante assim o caminho até o céu.
Mas como se já não bastasse, nesse anseio de afeto,
nesse anseio de doação,
inspiradas em se aproximarem dos homens.
Inspiradas em envolver seus corpos,
tocar sua pele:
caiu, se derram.ou
se fez chuva
Sinto o meu coração sangrar
E aos poucos todo o bom se esvai
Antes, o pouco me balançava e agradava
Mas nessa ventania, meu corpo não para
Não aguento mais
E eu o desgosto
E o odeio o tempo inteiro
Dizem que ódio é o amor amargurado
Meus sentimentos
Minhas flores murchram
Pois aqui me excluem
Aqui ninguém me ver
E se meus olhos encontram outros
Eles sorriem para mim
Sorrir por que?
Sorrir para quem?
Não lamba as feridas que você mesmo contribuiu
Mas não posso somente te culpar
Talvez seja difícil para todos
E ninguém sabe o que fazer, como fazer e como prosseguir
Eu também
Cada vez mais no meu limite
Respiro, mas os sinais de vida se desgastam cada vez mais
Cada vez mais
Cada vez mais rápido?
Por que a faculdade me dói tanto assim?
Achei que essa forte ambição
Achei que meus anseios tivessem se dissipados com vento
É mais fácil suportar sem esse brilho no olhar
Sem esse coração acelerado por estudar
Não estou sacrificando o bastante?
Estou sendo egoísta?
Por que eu tenho que decidir entre minha saúde e meus estudos?
Por que é tão díficil assim estudar?
Digo que a universidade não é minha prioridade
E nem pode
E nem cabe
Quando penso no meu futuro
O vácuo é tão profundo
E nessa imensidão eu não vejo as estrelas
Não posso desistir de tudo?
Só por hoje
Acho que posso sacrificar mais
Mesmo que um pouco da alma se esvai
Eu posso sacrificar mais
Eu conheço esse sentimento
Já estive aqui antes
É mais fácil me punir
E suportar toda a dor
A dor que eu conheço, a dor que cai bem em mim
Mesmo que soe inrresponsável as lentes do mundo
Cada um
Cada qual
Sabe o que faz para poder viver
De tantos amores que vivi
Mesmo em súbito subconsciente
E ainda aqueles, pouquissímos em prática
Esse agora. talvez ilusão da minha parte
Talvez realidade
Ainda faz o meu corpo ansiar
Aos meus olhos desviar
E aos meus lábios sorrirem junto aos seusolhos meia-lua