domingo, 11 de janeiro de 2026

Moça no trem

 Concentrada em seus traços

Vislumbrando o seu olhar

A amargura e o seu cansaço projeto no vidro ao seu lado

Eu acompanho e não entendo, mas continuo sem expectativa de compreensão

Não sei o que procuras, nem ao menos o seu destino

Ainda vives ou apenaa reside em meu registro?

 Não sei o que está pretes a acontecer ou o porquê de me sentir assim.

Não lembro do inicio dos anos ateriores, nem se o calor queimava em brasas assim

Eu não consigo me lembrar, é como se surto tivesse se alastrado por aqui

E  sim estou certa daquele seu olhar caloroso e dos afetos entregues a mim

Mas mesmo que eu insistisse em te explicar,

você não saberia,

você não saberia,

você não saberia o que partiu

Quem eu deixei para trás

Ainda que fadado a enternidade nunca conhecerá quem um dia esteve aqui

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Não consigo entender

 Os que escutam talvez não imaginem o privilégio que possuem.


Eu não consigo escutar, não consigo entender o que o professor está dizendo.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Precipitações de afeto



E naquele momento vi sob o morro um glacê branco de algodão.


“Tão doce”, supôs a minha voz.


– Ah, como as nuvens estão tão baixinhas, nem parece tão distante assim o caminho até o céu.


Mas como se já não bastasse, nesse anseio de afeto,


nesse anseio de doação,


inspiradas em se aproximarem dos homens.


Inspiradas em envolver seus corpos, 

tocar sua pele:


caiu, se derram.ou


se fez chuva


segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Cada vez mais rápido?

 Sinto o meu coração sangrar

E aos poucos todo o bom se esvai

Antes, o pouco me balançava e agradava

Mas nessa ventania, meu corpo não para

Não aguento mais

E eu o desgosto

E o odeio o tempo inteiro

Dizem que ódio é o amor amargurado

Meus sentimentos

Minhas flores murchram

Pois aqui me excluem

Aqui ninguém me ver

E se meus olhos encontram outros

Eles sorriem para mim

Sorrir por que?

Sorrir para quem?

Não lamba as feridas que você mesmo contribuiu

Mas não posso somente te culpar

Talvez seja difícil para todos

E ninguém sabe o que fazer, como fazer e como prosseguir

Eu também

Cada vez mais no meu limite

Respiro, mas os sinais de vida se desgastam cada vez mais 

Cada vez mais

Cada vez mais rápido?


Cada um sabe o que faz para poder viver

 Por que a faculdade me dói tanto assim?

Achei que essa forte ambição

Achei que meus anseios tivessem se dissipados com vento

É mais fácil suportar sem esse brilho no olhar

Sem esse coração acelerado por estudar

Não estou sacrificando o bastante?

Estou sendo egoísta?

Por que eu tenho que decidir entre minha saúde e meus estudos?

Por que é tão díficil assim estudar?

Digo que a universidade não é minha prioridade

E nem pode

E nem cabe

Quando penso no meu futuro

O vácuo é tão profundo

E nessa imensidão eu não vejo as estrelas

Não posso desistir de tudo?

Só por hoje

Acho que posso sacrificar mais

Mesmo que um pouco da alma se esvai

Eu posso sacrificar mais

Eu conheço esse sentimento

Já estive aqui antes

É mais fácil me punir

E suportar toda a dor

A dor que eu conheço, a dor que cai bem em mim

Mesmo que soe inrresponsável as lentes do mundo

Cada um

Cada qual

Sabe o que faz para poder viver



sábado, 6 de setembro de 2025

OLHOS MEIA-LUA

 De tantos amores que vivi

Mesmo em súbito subconsciente

E ainda aqueles, pouquissímos em prática 

Esse agora. talvez ilusão da minha parte

Talvez realidade

Ainda faz o meu corpo ansiar

Aos meus olhos desviar

E aos meus lábios sorrirem junto aos seusolhos meia-lua